quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Do BTT

Que o exercício faz bem, ninguém contesta. Principalmente numa sociedade em que se almeja por um posto de trabalho no qual se está sentado a um computador o dia inteiro e para comer basta ir ao frigorífico. Sem esquecer que as coisinhas que nos sabem melhor costumam trazer um aporte calórico muito grande - mais do que precisamos para estar sentados todo o dia, conduzindo a reservas de gordurinhas. Os homens das cavernas tinham de caminhar, correr, caçar, ou fazer a sua agricultura. A maior parte de nós não, mas temos a herança genética. A solução passa pelos hobbies, pelo ginásio ou pela peladinha à quinta-feira com o pessoal. Decerto já se confrontaram com aqueles chatos que estão sempre a convidar para ir andar de bicicleta e dizem que fizeram tantos quilómetros e foi bestial. Acreditem, é mesmo bestial. No btt, como no golf, salvo em competições, claro, jogamos contra nós próprios. O objectivo é superarmo-nos. Fazer aquela subida sem parar. Fazer mais dois quilómetros. Não ficar para trás. Não desistir. Claro que há sempre quem leve o desporto mais a sério e gaste milhares de euros a tornar a bicicleta mais leve - é das poucas áreas onde se paga mais por menos. Quando somos nós a puxar a bicicleta todas as gramas contam. Mas o btt é muito mais do que isso: é aventura na natureza com o mínimo impacto, é convívio salutar e descomplexado com pessoas de todas as proveniências - afinal de contas, estamos todos de lycra!

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